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“O que você quer, agora, para o futuro?”

Sob o comando da jornalista Dani Luz, a WIT recebeu um time de convidados no grande living da Inna Interiores. Na pauta? Uma única pergunta: “O que você quer, agora, para o futuro?”. O resultado foi, no mínimo, emocionante…


TEXTO DANI LUZ FOTOS JOÃO PAULO SANTOS

MATEUS ROCHA GUIMARÃES (CHEF BARTÔ)


Acho que a gente tem que viver o agora plenamente, o futuro depende de pequenas ações que faço hoje. Procuro não distrair a minha mente com preocupações sobre passado ou futuro do tipo: “Se tivesse dado certo no passado hoje seria diferente”. Busco ter menos expectativas e mais confiança na vida e nas minhas escolhas. Para o futuro, eu espero mais solidariedade, mais empatia entre as pessoas, que elas sejam mais amigas uma das outras e estejam mais presentes na vida das pessoas. Minha profissão exige que eu saiba lidar com grandes expectativas; um casamento, um noivado ou batizado são datas muito importantes e eu tenho que participar e vibrar na mesma energia, mas aprendi não ficar ansioso e acelerado, eu sei que vai dar certo, no tempo programado vai acontecer! Tenho sempre esse pensamento, que as coisas vão fluir da melhor maneira. Eu espero também que as pessoas da minha idade, da minha geração, não tenham medo de viver e aprendam a encarar a vida de frente, aproveitando as oportunidades que a vida nos dá tão cedo. Falo isso, porque eu comecei muito cedo na minha profissão, sempre encarei qualquer desafio. A minha maior prioridade é a saúde, o resto a gente faz acontecer. Que venha o futuro e novos desafios!



PALOMARA SILVA (ADVOGADA)


Para responder essa pergunta, pensei num futuro próximo, não muito longe, pensei na maternidade e na minha profissão. Como mãe de dois meninos, que eu faça bem feito esse meu papel para o futuro. Tem sonhos que ainda não estão ao nosso alcance, mas aquilo que depender de mim estarei comprometida. Sou apenas um ‘tijolinho’ dentro de uma obra tão grande, mas posso fazer muita diferença. Penso muito em questões como a violência contra mulher, que precisa ser um assunto para se discutir em casa, ensinar sobre ter respeito e empatia, quero educar para formar cidadãos. Meus filhos também já me fazem perguntas sobre a água do planeta, se vai acabar? E isso me leva a pensar o que será do futuro deles na minha ausência, sei que não depende só de mim, mas minha parte é ensiná-los a reciclar e poupar os recursos naturais. No meu trabalho foi um ano difícil, viemos de uma reforma tributaria muito agressiva para o trabalhador. A minha clientela são pessoas humildes, eu já estou há 20 anos trabalhando com isso, me pergunto: “Faço a diferença na vida das pessoas? O que posso fazer por essa pessoa que chegou, como ajudar no futuro dela?” Acredito muito na força do pensamento que atrai coisas positivas, só de pensar isso para o futuro, creio que o universo vai me entregar. E por último, quero que os meus filhos não sejam indiferentes com a dor do outro, que desenvolvam a capacidade de ver o mundo por outros olhos, com compaixão e gratidão.



JOÃO VICTOR SORDI (ARQUITETO)


Ser arquiteto é pensar muito mais no futuro do que no presente, eu projeto coisas que ainda não existem, e se as pessoas pararem de sonhar a minha profissão estará correndo risco. Então a minha visão para o futuro será sempre otimista. Minha filha nasceu esse ano, quando ela entrou no hospital a cidade parou por conta da pandemia, eu falei para minha esposa: “Nossa amor, olha a furada que a gente colocou essa criança, não sabemos o que vai ser desse mundo”. Este ano também descobri que o meu filho mais velho é autista. Os desafios vão acontecendo, mas sinto que a vida naturalmente nós leva para um curso de solução. Sinto grande falta da sala de aula, como professor, nos colocaram diante de computadores e câmeras, mas agora me pergunto se o futuro será dar aulas só para Maringá ou para o mundo todo? Uma dificuldade vira uma oportunidade, se eu faço ensino à distância porque não criar um projeto maior? Temos vários recursos como drone, Google Earth e satélites. Estou feliz por estar aqui com vocês tive que fazer um grande esforço, precisei tomar uma injeção de morfina por conta de uma crise de hérnia de disco. Entendo que nada é por acaso, cada um que veio, trouxe suas reflexões e lições que aprendemos nesse período de isolamento e os planos para o futuro. Tudo tem um propósito e a mão de Deus. Mesmo com todo o caos não vou deixar de sonhar, como as pessoas estão pensando em projetar suas casas nesse momento? Mesmo no meio de tudo isso elas não desistem, o meu escritório até agora não parou. Vamos viver o que nós temos para hoje, o futuro pode esperar!



JOSIMAR FARIAS (PUBLICITÁRIO)


Quando eu penso no futuro, eu me incomodo, então eu vivo o hoje, com sabedoria e amor. Minha avó era médica e me deu uma educação bem ortodoxa. Com 4 anos de idade, eu já lia e escrevia. Um dia ela me disse: “Você não é alto, nem bonito, para namorar meninas bonitas você tem que recitar.” A leitura se tornou um hábito constante na minha rotina, e foi o fio condutor que me levou para uma visão mais criativa. A vida fica muito mais interessante quando descobrimos o ponto de partida, que somos nós mesmos. Eu tenho um livro que fala de abundância, o mundo só melhora, não piora, tem gente que acha que ter dinheiro e prosperar é feio, me diz onde está escrito isso? Na Bíblia encontramos a passagem que Jesus disse: “Eu vim para que tenham vida e vida em abundância. João 10:10” A ideia é aproveitar os prazeres simples da vida, eu gosto muito de cozinhar, outro dia comecei preparar um jantar e abri um vinho, minha esposa perguntou: “Vamos comemorar o que?” E eu respondi: “A vida!”. Nesse período de pandemia tive que fechar meu escritório no Atrium, e mudei para o home-office e adorei, fiz até um poema: “Nessa casa sou feliz, não vou me preocupar, seja bem-vindo pode entrar”. Para o futuro, eu espero também que os jovens respeitem a gente que é jovem há mais tempo.



TÂNIA CALIL (EMPRESÁRIA)


Fiquei bem atenta ouvindo as histórias de cada um e pensando, sou a mais jovem idosa do grupo com 61 anos. Muito do que cada um falou aqui, me remeteu ao passado, além de me trazer um sentimento de otimismo. Fico muito feliz em saber que esse momento também tem aproximado mais as pessoas, e que os valores antigos estão sendo resgatados. No ano de 2009, Deus recolheu um filho meu, um filho que falava sempre: "Vamos celebrar a vida mãe!" Mas acredito que tudo na vida tem um grande propósito, o sofrimento é a única coisa que melhora o ser humano e nos aproxima mais de Deus. Estávamos vivendo uma vida ansiosa e compulsiva pela competição, comprar, deslumbre, então acho que não existe coincidência, são oportunidades que Deus nos dá para melhorarmos com pessoas. Quando meu filho partiu eu decidi celebrar a vida, eu vivo a cada dia como se fosse o último, porque isso pode ser verdade. Tudo pode ser um privilégio se você olhar dessa maneira. O que eu espero para o futuro? Que as pessoas se interiorizem mais, sejam mais generosas e tolerantes para facilitar o convívio, e não deixem de sonhar. Momentos são as únicas coisas que não conseguimos mais resgatar, aproveite bem a sua jornada.



CAROL BOSSI (SOMMELIER)


Eu vivo o presente pegando carona no futuro, muitas vezes de forma ansiosa, isso é um fato. Quero aprender a desfrutar os meus dias de uma forma mais tranquila, por isso penso num futuro mais relax, estar mais presente em tudo que faço. Esse é o maior presente que podemos dar para as pessoas, um tempo com qualidade. Esse ano comecei um novo ciclo profissional como sommelier, conto as histórias por trás dos rótulos. O vinho começa no vinhedo, por trás de todo processo existem pessoas, que amam o que fazem, e escrevem uma linda história, para as futuras gerações. É assim na cooperativa Garibaldi, são mais de 150 famílias responsáveis pelo resultado final de cada safra, de cada vinho. Tenho um grande amor por essa cooperativa, por isso escolhi o vinho Relax Frisante, para comemorar com vocês esse momento com muita leveza e elegância!










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