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Pesquisa científica em dermatologia

A médica dermatologista doutora Sineida Berbet Ferreira chegou recentemente do maior e mais importante congresso anual de dermatologia, e conta aqui em primeira mão algumas das novidades e novas tecnologias desenvolvidas pela comunidade científica internacional

FOTO JOÃO PAULO SANTOS


O Annual Meeting da American Academy of Dermatology é o maior e mais importante congresso anual da Dermatologia. O evento reúne os principais especialistas do mundo, além de lançar os novos medicamentos, as novas tecnologias, lasers, onde os grandes laboratórios e pesquisadores mostram os resultados de suas pesquisas clínicas e as tendências são discutidas e lançadas, tanto nas diferentes doenças dermatológicas como nas áreas de estética e da tricologia (cabelos).


Em 2023, o AAD meeting foi sediado em New Orleans. Lá, a médica dermatologista doutora Sineida Berbert Ferreira teve o privilégio de participar de todos os dias do congresso, onde pode assistir inúmeras aulas e cursos, como a sessão “up-to-date hair scalp and nail disorders - What’s new?” e também apresentar a pesquisa clínica sobre Psoríase Ungueal realizada em seu centro de pesquisa clínica em parceria com a Suíça, Itália e Estados Unidos.


Outras patologias também entraram no foco de suas pesquisas, conforme ela explica: “Em meio a tantas novidades, trouxemos um apanhado das grandes tendências nos tratamentos das principais causas de queda de cabelos e Alopecia”.


A alopecia areata é uma doença autoimune, genética, que leva a perda total de pelos do corpo ou couro cabeludo. Uma das grandes novidades foram os medicamentos chamados inibidores da JANUS kinase (JAKi), recentemente aprovado pelo FDA, com resultados muito positivos.


Outro tipo de queda de cabelos, que leva a uma alopecia cicatricial, é a Alopecia Frontal Fibrosante, doença também de base genética, com gatilhos ambientais e mais frequente em mulheres, e mais comum pós menopausa. Sineida explica que o congresso apresentou novas terapias, capazes de impedir a progressão da fibrose e da inflamação, e que neste caso o tratamento precoce é extremamente importante.


Já a Alopecia androgenética, a famosa calvície, que não se restringe aos homens, pode afetar também as mulheres. “Trouxe muitas novidades neste aspecto, desde tratamentos tópicos, com novos ativos, como a clascoterona, até vários medicamentos orais capazes não apenas de prevenir como de reverter casos moderados de AAG. E as grandes novidades: lasers, terapia robótica, radiofrequência microagulhada, terapia regenerativa, e o PRP que está em fase de aprovação aqui no Brasil.


A queda de cabelo também pode ser manifestada na forma de Eflúvio telógeno, uma queda de cabelos que surge pós dietas, stress ou infecções, como por exemplo, o COVID. “Alguns casos são muito severos e foi sugerido o uso de terapia capilar, fotobioestimulação e medicamentos tópicos e orais”, explica Sineida.


Em sua clínica, a doutora Sineida sempre busca aliar conhecimento científico com experiência clínica e inovação tecnológica. “No caso da Alopecia Areata, nos sentimos orgulhosos pela maneira pioneira que iniciamos o uso dos inibidores da JANUS kinase há 8 anos, tratando adultos e inclusive crianças e adolescentes, e simultaneamente publicando artigos sobre o tema nas principais revistas dermatológicas internacionais.




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