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Nos recônditos da mente

A ciência da psicologia trata não só dos processos mentais, mas também do comportamento do ser humano e algo ainda mais abstrato: os sentimentos. A psicóloga Sheila Pontes é uma profissional que lida profundamente com questões relativas ao luto e ao grande mal dos dias atuais: a ansiedade


Psicóloga Sheila Pontes CRP 08/28382 PR


A psicologia é uma ciência que tem diversas linhas de abordagem, ou de pesquisa, por assim dizer. Uma das mais famosas, desenvolvida por Sigmund Freud no século XIX, é a chamada psicanálise, método que lida de forma muito profunda com todas as questões relativas ao humano. A psicóloga Sheila Pontes, que adotou para si essa linha de estudo em seus próprios atendimentos, explica que a psicanálise é uma ótima opção quando a pessoa está buscando um auto conhecimento: “existe um estigma de que a psicanálise é muito demorada, o que não é verdade, o fato é que nada na psicanálise fica na superficialidade, tratamos de forma profunda todas as demandas trazidas pelo paciente”.


Com o objetivo de prover mais plenamente para seus pacientes, Sheila adotou o atendimento em domicílio, principalmente para aqueles que sofrem restrições de deslocamento, como idosos, acamados, doentes, pessoas em cuidados paliativos, pessoas com fobia social, depressão grave, entre outros. Todavia, segundo ela, as demandas mais frequentes em seu consultório são para questões relacionadas a luto e à ansiedade.


Sobretudo neste mundo contemporâneo em que vivemos, onde a instantaneidade das coisas atingiu níveis sem precedentes (antigamente esperava-se meia hora por um Taxi, hoje pesquisas apontam que uma fração mínima de usuários de Uber suportam aguardar 8 minutos por uma corrida), a ansiedade se tornou e tem se tornado cada vez mais uma patologia coletiva. Segundo Sheila, esses distúrbios de ansiedade podem atingir níveis tais que impossibilitam a pessoa de participar plenamente da própria vida. “A ansiedade é um mecanismo biológico natural, todo mundo vai sentir em algum momento, o problema é quando ela se torna excessiva e prejudicial, a ponto de impossibilitar a pessoa de realizar suas atividades cotidianas, de se relacionar, de dormir, de relaxar e até mesmo de se concentrar”, explica Sheila.


Talvez o aspecto mais importante da psicologia, e também o mais desafiador, é o fato de que as pessoas são seres individuais, e possuem demandas muito particulares. Esta máxima é tão presente no dia a dia de Sheila, que uma de suas frases favoritas traduz exatamente o caráter efêmero e individual da mente humana: “Que é, pois o tempo? Se ninguém me pergunta, eu sei; se quero explicá-lo a quem me pede, não sei”. São palavras de Santo Agostinho, que para Sheila carregam um significado próprio: “eu gosto desta frase porque hoje em dia as pessoas estão muito afoitas por respostas, por saber de tudo e ter respostas para tudo. Muitas pessoas vêm ao consultório em busca de uma resposta pronta, mas a psicologia é muito mais complexa do que uma receita de bolo, meu papel é ouvir, organizar, devolver e então é a pessoa quem vai escolher o próprio caminho”, conclui Sheila.

Sheila Pontes é psicóloga, graduada em Psicologia pela Unicesumar e pós-graduada em Clínica de Orientação Psicanalítica. Possui experiência em Psicologia do Luto e do Enlutamento, Depressão, Transtornos de Ansiedade e Traumas Psicológicos. Seu trabalho é pautado pela ética em todos os âmbitos, do atendimento humanizado à emissão de nota fiscal a todos os seus pacientes.





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