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Balão Gástrico

Queridinho entre as celebridades, o Balão Gástrico é uma nova modalidade de emagrecimento, principalmente para quem tem dificuldade de perder peso através de métodos clínicos e que não quer, ou não pode, sujeitar-se a uma intervenção cirúrgica. O Dr. Lucas Savóia, médico cirurgião do aparelho digestivo, explica em primeira mão como funciona essa tecnologia


Dr. Lucas Savóia CRM 23658 PR | RQE 22978 - 22998


O Balão Gástrico nada mais é do que um balão de silicone colocado no estômago por via endoscópica com o objetivo de preencher parcialmente a cavidade gástrica, ajudando a controlar a fome e diminuir a quantidade de comida ingerida habitualmente pelo paciente. O Dr. Lucas Savóia, médico (CRM 23658 PR) especialista em Cirurgia do Aparelho Digestivo (RQE 22879) e em Cirurgia Bariátrica (RQE 22998), explica que esta tecnologia foi desenvolvida para atender à demanda de pessoas que têm dificuldade de emagrecer por meios clínicos convencionais, mas que ao mesmo tempo não têm o desejo de fazer uma intervenção cirúrgica e lidar com todo o ônus de um pós-operatório. “São pacientes em sobrepeso que em sua maioria têm o índice de massa corporal – IMC entre 27 e 35. O objetivo com o balão é uma quebra de 10% a 15% do peso do paciente durante o tratamento, sendo que alguns chegam a perder 20%”.


O tratamento com o balão gástrico tem duração de 6 meses, que é o tempo em que o balão fica no estômago do paciente. A colocação é feita de forma relativamente simples, por meio de uma endoscopia em que o paciente é completamente sedado durante o procedimento. Funciona da seguinte forma: o balão entra, ainda vazio, por meio do esôfago, guiado pela cânula endoscópica. Após posicionar o balão dentro do estômago de forma precisa e correta, este é inflado utilizando uma solução chamada Azul de Metileno. Pronto, o paciente não precisa ficar internado, voltando normalmente ao seu cotidiano, atentando-se apenas para a dieta que, no primeiro mês, é líquida.


Após 6 meses o procedimento para retirada é o mesmo, quando o aparelho é aspirado por via endoscópica, conforme explica o Dr. Lucas Savóia: “é um procedimento ambulatorial pouco invasivo, que não necessita de internação, tanto na colocação quanto na retirada do balão, por isso é um método muito indicado para o caso de obesidades leves”. O volume que o balão vai ocupar no estômago do paciente pode variar entre 550 a 670 ml, dependendo dos objetivos clínicos de cada paciente. “Quanto maior o balão, maior a sua função restritiva direta, ou seja, menor o volume de alimento capaz de ser ingerido pelo paciente”, explica Dr. Lucas.


Além da função restritiva, o balão gástrico tem outras duas funções: a de aumentar a secreção dos hormônios GLP-1 e peptídeo YY (os hormônios da saciedade) e também a de estimular uma região cerebral chamada núcleo paraventricular, localizada no hipotálamo, responsável por gerar a sensação de saciedade.


Por ser indicado para uma perda de peso de até 15% da massa corporal, o balão gástrico é indicado para pessoas que querem perder pouco peso. Sendo assim, o Dr. Lucas Savóia indica este método também para pacientes com super obesidade, que precisam perder um pouco de peso antes de se qualificarem para uma cirurgia bariátrica: “além dos pacientes com IMC entre 27 e 35, indicamos também para os pacientes com IMC acima de 55, que não podem fazer uma cirurgia antes de perder peso”.


A segurança e simplicidade do método tem levado o balão gástrico a ganhar adeptos inclusive entre os famosos, “principalmente no caso de pacientes que têm objetivos práticos de perda de percentual de gordura do corpo, como emagrecer após uma gravidez”, conclui Dr. Lucas.




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