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A vilã Acne

Com índices cada vez maiores de incidência em adolescentes e adultos, a acne é uma vilã que tem não apenas fatores genéticos mas também pode ser desencadeada pelo padrão contemporâneo de vida, pelo estresse e hábitos alimentares. Estudiosa deste tema há mais de 30 anos, a médica dermatologista doutora Sineida Berbert fala tudo sobre as novas tecnologias desenvolvidas contra a acne

Dra. Sineida Berbert Ferreira CRM 12283 PR | RQE 11131


A acne é uma das doenças inflamatórias da pele mais comuns e uma das queixas mais frequentes nos consultórios dermatológicos. O pico de incidência ocorre entre os 14 e 17 anos, porém, nos últimos anos, houve um aumento significativo da acne em pacientes adultos, em especial mulheres entre 26 e 44 anos.


A acne é uma doença inflamatória da glândula sebácea, de base genética, onde ocorre uma ativação de receptores chamados Toll-like receptors nas glândulas sebáceas que são ativados e ligados a bactérias da pele – o Cutibacterium acnes. Esse processo não é infeccioso e sim uma ativação exagerada do sistema imunológico.


Hoje os medicamentos visam regular essa resposta exagerada que tem a inflamação como resultado. Além dos tratamentos medicamentosos e as tecnologias presentes na clínica, os cuidados gerais na alimentação também ajudam a melhorar o quadro geral do paciente. Indico sempre evitar alimentos de alto índice glicêmico e laticínios. Leite e derivados, como o whey protein, pioram a acne devido a liberação de IGF-1, que age diretamente na glândula sebácea e nas gônadas, levando a aumento de andrógenos. Também deve-se evitar o fumo, excesso de sol, stress e poluição, além de certos medicamentos que podem agravar ou desencadear a acne.


Dra. Sineida, uma apaixonada e estudiosa do assunto, foi pioneira no uso da Isotretinoina, o famoso “Roacutan”, no interior do Paraná há mais de 30 anos, um medicamento que revolucionou o tratamento da acne. Este medicamento continua sendo uma excelente alternativa, existem porém algumas situações em que não podemos utilizá-lo, cada caso merece ser avaliado individualmente. A comunidade científica desenvolveu diversos outros medicamentos que podem adequar-se à diferentes realidades. Em casos mais graves, por exemplo, podemos fazer uso inclusive de medicamentos imunobiológicos, de uso off label.


As pesquisas clínicas na área da acne têm avançado muito e novas drogas já estão disponíveis no exterior como medicamentos tópicos, orais e em breve até vacina.

É muito importante ressaltar a importância da precocidade nas terapias contra a acne, pois por ser uma doença inflamatória, até 50% dos pacientes podem desenvolver cicatrizes. As cicatrizes ocorrem pela liberação de uma enzima chamada metaloproteinase, que é capaz de destruir o colágeno da pele.


Na clínica da doutora Sineida Berbert, os tratamentos contra a acne agem no sentido de diminuir a inflamação presente na acne e da ação desta enzima, estimulando a produção de colágeno da pele através do uso tópico de retinóides, de lasers ablativos, de microagulhamento, de radiofrequência, de peelings químicos e de reconstrução química de cicatrizes de acne, do uso de bioestimuladores de colágeno e até de preenchedores. “Com os avanços no conhecimento da dermatologia, o tratamento da acne se tornará cada vez mais personalizado, individualizado e não apenas baseado na intensidade da doença em acne leve, moderada e grave”, conclui Dra. Sineida.




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